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A vida em 2000 imaginada cem anos antes – a.muse.arte

A Vida Em 2000 Imaginada Cem Anos Antes – A.muse.arte

No século XIX, a literatura de ficção científica de Júlio Verne, conheceu grande popularidade e estimulou a imaginação de outros artistas face às imensas perspetivas que a ciência e o avanço tecnológico permitiam antever.

En l’an 2000: L’avenue de l’Opéra
Jean Marc Côté, 1910
Bibliothèque nationale de France

A partir de 1899, um fabricante de cigarros encomendou uma série de cartões com ilustrações, como estratégia de propaganda do seu produto, a Jean-Marc Côté e a outros artistas. Na viragem para o século XX, produziram uma série de desenhos que ilustravam aquilo que imaginavam ser a vida no ano 2000, em consequência do previsível avanço científico e tecnológico. Intitulada En l’an 2000, a série foi impressa em França, em 1899, 1900 (ano em que foram expostos na Exposition Universelle de Paris), 1901 e 1910. Os cartões destinavam-se a ser distribuídos dentro de caixas de cigarro e, posteriormente, como cartões postais, mas essa distribuição terá sido muito diminuta e só ganhou popularidade quando, em 1986, Isaac Asimov publicou a obra Futuredays: A nineteenth century vision of the year 2000, na qual inseria as ilustrações acompanhadas por comentários.

Numa altura em que o ano 2000 já passou há duas décadas, marcadas pela revolução da tecnologia da informação e da comunicação, e, sobretudo, quando as plataformas digitais ganham um inusitado protagonismo no quotidiano do confinamento, nos métodos de ensino e de aprendizagem e nos moldes de acesso à cultura, é surpreendente o cotejo entre essas previsões e a realidade.

A par de complexas máquinas agrícolas para a ordenha das vacas ou para a apanha da fruta, ou das máquinas voadoras para a entrega do correio, a robótica estava presente vida quotidiana em complexas máquinas que substituíam a ação humana em tarefas tão prosaicas como a limpeza da casa, a lavagem da roupa, a confeção de vestuário, a cozinha molecular, ou o corte do cabelo.

En l’an 2000: Un agriculteur très occupé
Jean Marc Côté, 1910
Bibliothèque nationale de France
En l’an 2000: Le facteur rural
Jean Marc Côté, 1910
Bibliothèque nationale de France
En l’an 2000: Un frotteur électrique
Jean Marc Côté, 1910
Bibliothèque nationale de France
En l’an 2000: Un tailleur dernier genre
Jean Marc Côté, 1910
Bibliothèque nationale de France
En l’an 2000: [Une cuisine modèle]
Jean Marc Côté, 1910
Bibliothèque nationale de France
En l’an 2000: Un dîner chimique
Jean Marc Côté, 1910
Bibliothèque nationale de France
En l’an 2000: Le barbier nouveau jeu
Jean Marc Côté, 1910
Bibliothèque nationale de France
En l’an 2000: Madame à sa toilette
Jean Marc Côté, 1910
Bibliothèque nationale de France

Os avanços tecnológicos no âmbito do eletromagnetismo, que levaram à invenção do telefone e do rádio nas últimas décadas do século XIX, permitiam antever as mudanças que iriam provocar na forma de comunicar e imaginar uma máquina que transcrevesse a linguagem falada, algo parecido aos atuais produtos digitais de reconhecimento de voz, ou um mecanismo com funcionalidades idênticas às dos programas que suportam as videoconferências.

En l’an 2000: Dictant son courrier
Jean Marc Côté, 1910
Bibliothèque nationale de France
En l’an 2000: Audition du journal
Jean Marc Côté, 1910
Bibliothèque nationale de France
En l’an 2000: Correspondance cinéma-phono-télégraphique
Jean Marc Côté, 1910
Bibliothèque nationale de France
En l’an 2000: Missive phonographique
Jean Marc Côté, 1910
Bibliothèque nationale de France

A tecnologia da impressão 3D está implícita na máquina que, comandada à distância pelo arquiteto, constrói um edifício, tal como é possível encontrar alguma analogia entre o e-book e e-learning e a máquina que, numa sala de aula, tritura os livros para alimentar diretamente os cérebros dos alunos.

En l’an 2000: Chantier de construction électrique
Jean Marc Côté, 1910
Bibliothèque nationale de France
En l’an 2000: A l’école
Jean Marc Côté, 1910
Bibliothèque nationale de France

Tal como o transporte aéreo que leva o visitante ao Louvre pode ser uma metáfora da visita virtual que nos leva ao museu – também aqui, a realidade ultrapassou a ficção.

En l’an 2000: Pilote ! Arrêtez-moi au Louvre
Jean Marc Côté, 1910
Bibliothèque nationale de France

Pranchas:

En l’an 2000 : A l’école – Correspondance cinéma-phono-télégraphique – Parlez au concierge – Dictant son courrier – Automobiles de guerre – Audition du journal – Une curiosité – Chauffage au radium – Un tailleur dernier genre : [estampe] (3e série) / [Jean Marc Côté]
En l’an 2000 : Un monstre de l’abîme – Au bord d’un paquebot sous-marin – Chercheurs de perles – Une partie de croquet – Une capture difficile – Un hydroplane – Voyez terrasse ! – Un attelage étrange – Un autobus sous-marin – Un paysage océanien – Un baleinobus – Le yachting sous-marin : [estampe]
En l’an 2000 : Aérostat au long cours – Une fête des fleurs – Les pompiers aériens – L’avenue de l’Opéra – Un sauvetage – L’agent aviateur – Sentinelle avancée en hélicoptère – Le coup de l’étrier : [estampe]
En l’an 2000 : Le train électrique Paris-Pékin – Chantier de construction électrique – Auto-patins à roues – Missive phonographique – Le barbier nouveau jeu – Madame à sa toilette – Un dîner chimique – Eclaireurs cyclistes : [estampe]
En l’an 2000 : [Une cuisine modèle] – Une maison roulante de villégiature – Un frotteur électrique – Un astronome – Un agriculteur très occupé – Une partie d’auto-traîneau au pôle Sud : [estampe] (3e série)
En l’an 2000 : Une pêche amusante – Les tirailleurs sous-marins – Une saison balnéaire dans les Atlantides – Les patins cloches à eau – Une chasse émouvante – Les plongeurs à cheval – Une clairière dans la forêt des Sargasses – Le bal des grenouilles : [estampe]
En l’an 2000 : Elevage intensif – La chasse aux microbes – Un orchestre docile : [estampe]
En l’an 2000 : Station d’aéro-cab – Pilote ! Arrêtez-moi au Louvre – Les régates aériennes – Le facteur rural – Une méprise fâcheuse – Une périssoire aérienne : [estampe]
En l’an 2000 : Un duel – Une course dans le Pacifique – La pêche aux goëlands : [estampe] (2e série)


Fonte: A vida em 2000 imaginada cem anos antes – a.muse.arte

This Post Has 3 Comments
  1. Quando publico algo, o conteúdo fica em domínio público. Isso não significa que a publicação perca a autoria. Louvo a intenção de “agreagar e disponibilizar informação”, mas condeno a apropriação abusiva da autoridade. Este post, para o qual é indicado, no topo, um endereço eletrónico diferente daquele onde foi publicado originalmente, não utiliza o “a-muse-arte” como fonte: transcreve os conteúdos de forma abusviva, elimando a citação e ignorando a autoria.

    1. Cara Maria Isabel Roque
      Procurei responder-lhe à sua indignação num e-mail já enviado.
      Poderia ter simplesmente requerido a eliminação da sua publicação e do feed agregador onde possam constar os seus artigos .O espaço de comentários, ou o formulário de contacto poderia ter sido usado para isso. Não elimino os posts que a referem pelo facto de não querer eliminar os comentários a ele associados, não sou apologista desse tipo de práticas. Agora faça-me um favor, não fique tão indignada e pense que o seu conhecimento não lhe chega também de outros e talvez até não tenham sido devidamente referidos. Mas para que a Maria Isabel Roque fique mais descansada informe-me pf se pretende que elimine todos os artigos já publicados que tenham referência a si?

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