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Caminhos da Historiografia: história e ciências sociais dos anos 40 à atualidade

Publicado em: Caminhos da Historiografia: história e ciências sociais dos anos 40 à atualidade

A presença do passado no espaço público tem acompanhado as transformações políticas e culturais na sociedade portuguesa do último século. Consoante o contexto, o conhecimento da história foi entendido como uma dimensão do nacionalismo, como instrumento de consciencialização política, como género de entretenimento, como forma de integração de sujeitos sociais, como aspeto da patrimonialização e do turismo. Paralelamente, a presença pública da história refletiu a evolução dos mass-media, do mundo editorial e da museologia. O contacto de públicos não especializados pôde ter ocorrido de formas tão diversas como as atualidades cinematográficas, programas televisivos de divulgação, peças de teatro sobre temas históricos, ou, mais recentemente, toda uma série de recursos digitais; as Histórias de Portugal generalistas e os best-sellers historiográficos; as grandes exposições e os museus temáticos em torno de diferentes aspetos da história e do património do país.

Neste colóquio, procuraremos refletir sobre as formas de presença da história no espaço público português, da década de 1940 até à atualidade. Serão discutidas questões relacionadas com a edição e a mediatição televisiva, os murais e os arquivos, bem como uma série de abordagens a diferentes formas de museologização de passados violentos e traumáticos, como o autoritarismo, o colonialismo e a revolução.

18 out. ’23

Auditório | Entrada livre 

09:30-10:00   Receção dos/as participantes

10:00-11:30   Edição

  • A lógica editorial das biografias históricas: o caso da Série Lusíada, de Mário Domingues, na Romano Torres, Nuno Medeiros (FL-UL)
  • Escritores, 25 de Abril e Crianças: “ideias da história” em três livros de Sidónio Muralha, José Raimundo Noras (CH/FL-UL)
  • O 25 de abril de 1974 nas revistas portuguesas de divulgação histórica: Cultura midiática, história pública e história da edição portuguesa, Gisella Amorim Serrano, Débora Dias (Cecomp-UL e CHAM-NOVA FCSH)

11:30-12:00   Pausa para café

12:00-13:00 Museologia: império e nacionalismo

  • Portugal precisa de mais um “museu dos descobrimentos”? – Análise comparativa dos discursos expositivos dos vários “museus dos descobrimentos” existentes no país, Nuno Coelho (CEIS20-UC)
  • Portugal, 1993: o Centro Cultural de Belém, Tomás Marques (NOVA FCSH)

13:00-14:00 Pausa para almoço

14:00-15:30 Museologia: colonialismo, anticolonialismo e revolução

  • O projeto de António de Almeida para o Museu Etnográfico da Índia Portuguesa (1961), José Ferreira (IHC-NOVA FCSH/IN2PAST)
  • A história e a memória da guerra colonial. Lutas de libertação em museus portugueses: uma tarefa de recontextualização, André Caiado (CES-UC)
  • Olhando os cravos na vitrina: para uma abordagem ao discurso expositivo e à história pública da Revolução de Abril (1977-2023), João Paulo Pedro (Politécnico de Tomar, FL-UC, CES-UC e CHAM-NOVA FCSH)

15:30-16:00 Pausa para café

16:00-17:00 Media e Mediatização

  • A ditadura e a transição para a democracia em “Conta-me como foi”; as perceções do passado dos jovens portugueses pelo estímulo da ficção, Bruno Carriço Reis (UAL)
  • Os media na História: A importância do conceito de mediatização para a História, José Luís Garcia, Tânia Alves (ICS-UL)

17:00-17:15 Pausa para café

17:15-18:45 Auto-Memória e Construção do Passado

  • Do presente para o passado, Ana Bigotte Vieira (IHC-NOVA FCSH/IN2PAST)
  • A representação de acontecimentos, personagens e símbolos em murais artísticos urbanos em Portugal (2008-2023), Cecília Vaz (CIES-ISCTE)
  • Archiving theatre and accumulating value: O Bando since 70 until today, Vera Borges (CIES-ISCTE)

Luís Trindade (NOVA FCSH / IN2PAST); Maria João Vaz (CIES-ISCTE)

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