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Catarina Laranjeiro estreia filme no Doclisboa | Notícias

Publicado em: Catarina Laranjeiro estreia filme no Doclisboa | Notícias

Fogo no Lodo, realizado por Catarina Laranjeiro e Daniel Barroca vai estrear no Doclisboa — 21º Festival Internacional de Cinema, no dia 22 de Outubro, no Cinema São Jorge, estando a concurso na Competição Portuguesa.

O documentário retrata a localidade guineense de Unal, uma aldeia de cultivadores de arroz, cuja população desempenhou um papel crucial na luta de libertação contra o colonialismo português, na Guiné-Bissau, os primeiros a envolver-se na luta armada, mobilizando espíritos ancestrais, os Irãs. Ainda hoje, cada gesto do ciclo do arroz é assombrado pela memória da guerra, trauma também inscrito nos seus rituais, corpos, paisagem e música. Fogo no Lodo é, assim, uma abordagem envolvente a uma complexa dinâmica onde formas religiosas e turbulências políticas se cruzam e fundem, para reivindicar o futuro desta comunidade na Guiné-Bissau contemporânea.

Os realizadores, em nota de imprensa, contam que “a experiência histórica da aldeia de Unal no decorrer da guerra de libertação contra o colonialismo português na Guiné-Bissau foi o que nos levou a realizar o documentário”. O “interesse comum sobre a complexa experiência humana da guerra através do cinema, naquela geografia específica do sul da Guiné-Bissau” foi o que juntou Catarina e Daniel, neste projecto conjunto. “O filme tornou-se um projeto mais amplo sobre a memória da guerra de libertação, a atual tensão entre a comunidade e o estado, a complexa diversidade religiosa, e o trabalho nos arrozais que é um dos pilares económicos da comunidade.”

Além da sessão de estreia, na manhã do dia 25 de Outubro haverá uma outra projecção do documentário, desta feita na Culturgest, à qual se seguirá a sessão inaugural do ciclo 2023-2024 da Oficina de História e Imagem do IHC, onde o público terá a oportunidade de conversar com Catarina Laranjeiro e Daniel Barroca sobre o processo de realização deste projecto que também foi de investigação.

O filme foi produzido por Rui Ribeiro, Elsa Sertório e Ansgar Schaefer (Kintop), com produção executiva de Catarina Laranjeiro e financiamento do ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual (Ministério da Cultura).

 

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