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Celebrating Reyner Banham II: New Brutalism

Publicado em: Celebrating Reyner Banham II: New Brutalism

Apresentação


Eliana Sousa Santos, Jorge Figueira e Paulo Providência, investigadora e investigadores do CES, por ocasião do centenário de nascimento de Reyner Banham, promovem um ciclo de conferências centradas sobre três aspetos da obra do importante crítico britânico. A segunda conferência, centrada sobre New Brutalism e arquitetura, conta como conferencistas Richard J. Williams (Reyner Banham’s Brutalism) e Paulo Providência (The image of Brutalism).

 


A imagem do Brutalismo


“The New Brutalism”, um artigo publicado no #188 da The Architectural Review em Dezembro 1955 pelo jovem crítico Reyner Banham, teoriza sobre a efervescente produção arquitetónica da primeira metade da década de 1950: o Imóvel de Marselha e a sua forte expressão em béton brut, a Capela de Ronchamp com a sua exuberância formal, ou as primeiras obras de Alison e Peter Smithson tal com a Escola de Hunstanton, são apenas alguns exemplos dessa produção, a que podemos associar a produção artística do Independent Group.


Pequeno manifesto de uma arquitetura em afirmação, recupera a produção dos mestres do Movimento Moderno, conceptualizando uma modernidade reinventada, num radical retorno a um back to basics. Privilegia a expressão estrutural e matérica e propõe uma codificação teórica em três máximas: “Memoriabilidade como Imagem”; “Clara exibição da estrutura”; “Valorização do material tal como encontrado”. Se a exibição clara da estrutura, ou a valorização dos materiais ‘as found’ são conceitos de fácil apreensão permitindo alinhar as arquiteturas brutalistas, já o conceito de memoriabilidade da imagem requer esclarecimento. “A grande arquitetura terá de ser ‘conceptual’ para se tornar fazedora de imagem (image-making), quer dizer, produtora de imagens apreensíveis e memoráveis”, procurando a legibilidade e memoriabilidade da sua construção, diz Banham, afirmando a visceralidade dessas imagens e repudiando a abstração.


Celebrar Banham permite repensar a atualidade da filiação warburguiana/panofskiana do seu conceito de imagem (não apenas arquitetónica), estruturada pela forma e conceito.



Imagens:


1. Ronchamp Chapel at the opening of the article ‘The New Brutalism’, Architectural Review, 1955


 



2. Hunstanton Shcool, ‘The New Brutalism’, Architectural Review, 1955

 



3. Church of Saint Mark at Bjorkhagen, in The New Brutalism – Ethics of Aesthetics?, 1966

 



Notas biográficas

Richard J. Williams é Professor de Culturas Visuais Contemporâneas na Universidade de Edimburgo. Publicou recentemente investigação sobre Reyner Banham com o título “Reyner Banham Revisited”, editado por Reaktion Books.

Paulo Providência

Fonte: Celebrating Reyner Banham II: New Brutalism
Feed: Centro de estudos Sociais – Eventos
Url: www.ces.uc.pt
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