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Chamada aberta para a Aniki: O Mundo Natural no Cinema

Publicado em: Chamada aberta para a Aniki: O Mundo Natural no Cinema

O Mundo Natural no Cinema

Prazo: 15 de Janeiro de 2024

Este dossier temático procura mapear as relações entre o cinema e o que designamos como ‘mundo natural’, reconhecendo o humano como elemento mediador dessa articulação, mas respondendo e reagindo, também, à tendência geral para o antropocentrismo que se encontra quer na produção cinematográfica, quer na pluralidade das abordagens críticas canonizadas no âmbito dos estudos fílmicos. O dossier promoverá uma discussão alargada desta problemática, sem se reger por nenhum foco geográfico, temporal ou genológico específico. Assim, pretende-se aferir e caracterizar a heterogeneidade e a riqueza das configurações que o natural tem obtido na história do cinema, tanto na ficção quanto no documentário e em formas híbridas, e tanto em obras que se enquadram explicitamente no campo da ecocrítica quanto noutras obras que, ainda que não o fazendo de forma explícita, contêm um subtexto ecológico que potencia uma perspectiva ecocinematográfica.

Por um lado, a reflexão desenvolvida no âmbito deste dossier versará sobre os modos como o cinema apresenta animais, plantas, fungos, os elementos, etc. Por outro lado, ela debruçar-se-á sobre os meios pelos quais o cinema pode questionar e transformar estes habitantes e elementos não-humanos do planeta, bem como as dinâmicas de poder e de influência que os humanos mantêm com eles. A acentuada amplitude do debate comporta cruzamentos entre questões de ordem mais estritamente filosófica ou estética e tópicos mais directamente associáveis ao ambientalismo e ao activismo político.

Inscrevendo-se no campo dos estudos fílmicos, este dossier temático beneficiará de métodos e epistemologias provenientes de outras áreas disciplinares, tais como a ecocrítica, a filosofia, o ecofeminismo, os estudos queer, ecologias da paisagem e da paisagem sonora, a biologia, a botânica, a geologia, entre outros.

 

Sugestões de reflexão:

– Documentarismo e filme de natureza
– Poéticas da contemplação
– A temporalidade do cinema e do mundo natural
– Extinção e preservação
– Natureza e géneros cinematográficos (cli-fi, eco-horror, disaster film, slow cinema, etc.)
– Antropocentrismo e o ponto de vista não-humano ou mais-do-que-humano
– Metamorfoses do natural
– Natureza e paisagens sonoras
– Cinema e políticas ambientais
– Práticas da imagem em movimento activistas não-ocidentais
– Cinema experimental e vídeo-arte.

 

Este dossier temático é coordenado por José Bértolo (IELT — NOVA FCSH, Portugal), Maile Colbert (IFILNOVA — NOVA FCSH, Portugal) e Susana Mouzinho (IFILNOVA — NOVA FCSH, Portugal).

José Bértolo é investigador de pós-doutoramento no IELT (NOVA FCSH) e professor convidado na ESAD-CR. É co-responsável do projecto exploratório, financiado pela FCT, “Espectralidade: Literatura e Artes (Portugal e Brasil)”. Doutorou-se em Estudos Comparatistas na Universidade de Lisboa (2019). Foi investigador do Centro de Estudos Comparatistas (FLUL) entre 2013 e 2020, e investigador visitante na Université Sorbonne Nouvelle — Paris 3 (2019). As suas principais áreas de investigação são os estudos fílmicos, os estudos intermediais e os estudos de fotografia. É autor de Imagens em Fuga: Os Fantasmas de François Truffaut (2016), Sobreimpressões: Leituras de Filmes (2019) e Espectros do Cinema: Manoel de Oliveira e João Pedro Rodrigues (2020), publicados pela Documenta. Organizou três volumes de ensaios. Coordena o Grupo de Trabalho “Ecocinemas” da Associação de Investigadores da Imagem em Movimento (AIM). É também fotógrafo: https://www.josebertolo.com.

Maile Costa Colbert é artista intermédia, pesquisadora e educadora com o foco nos média baseados no tempo. Foi bolseira de doutoramento em Estudos Artísticos com ênfase em estudos de som, design de som cinematográfico e sua relação com a ecologia da paisagem sonora, na Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (NOVA FCSH), através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), e Professora convidada da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e da Universidade da Maia. A sua prática actual e projecto de pesquisa é intitulado Wayback Sound Machine: Sound through time, space, and place (http://www.mailecolbert.com/proj-wayback.html), e questiona o que podemos obter ao activarmos o som do passado. É colaboradora da organização artística Binaural/Nodar, onde é Curadora do Arquivo Digital, e é membro do CineLab, laboratório de investigação em cinema e filosofia do IFILNOVA, e editora e autora na publicação Sonic Field (http://sonicfield.org/author/mailecolbert/). Já expôs, exibiu e apresentou o seu trabalho em diversas geografias.

Susana Mouzinho é doutoranda no programa de Doutoramento em Estudos Artísticos da NOVA FCSH, bolseira da FCT e membro associado do Cinelab – IFILNOVA. Mestrado em Artes e Comunicação com uma tese sobre o conceito do analógico e filmes de artista contemporâneos. Professora convidada de cinema e fotografia no IADE – Universidade Europeia. Artista, colaboradora e editora da revista de arte contemporânea Wrong Wrong. Apresentou trabalhos no Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), Festival do Fuso, Centro de Arte de Oliva, Museu do Neorrealismo, Culturgest, entre outros.

 

O prazo para a submissão de artigos completos e originais termina a 15 de Janeiro de 2024.

Os artigos recebidos serão sujeitos a um processo de selecção (pelos editores) e de revisão cega por pares (por avaliadores externos). Os textos devem ter até 8 000 palavras e incluir, em português e inglês (e também espanhol, se for essa a língua do texto): um título, um resumo até 300 palavras, e um máximo de 6 palavras-chave.

Antes de submeter o seu artigo, por favor consulte todas as instruções aqui.

Em caso de dúvida, por favor, contacte: aniki@aim.org.pt

 

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