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Desafiar Estereótipos desde a infância: metodologias para a ação

Publicado em: Desafiar Estereótipos desde a infância: metodologias para a ação


Os sistemas educativos têm, nos últimos anos, abraçado a causa do combate aos estereótipos de género e da promoção de uma socialização mais equitativa de raparigas e rapazes como estratégia central para alcançar sociedades mais justas, saudáveis e equilibradas. Existe, contudo, uma lacuna evidente no que diz respeito à Educação Pré-escolar e 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico. Em 2016, em Portugal, com a aprovação, pelo Governo, da Estratégia Nacional de Educação e Cidadania, a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, onde se integra a educação para a igualdade de género, passou a fazer parte do currículo nacional e é desenvolvida nas escolas de acordo com o grau de ensino: terá natureza transdisciplinar no 1.º ciclo do Ensino Básico, passando a ser uma disciplina autónoma no 2.º ciclo do Ensino Básico.


Estudos recentes afirmam que, aos 5 anos de idade, as crianças têm claramente definidos estereótipos de género (OCDE, 2021), constituindo a categoria ‘género’ um fator mais determinante do que a própria condição socioeconómica nas suas escolhas futuras. A pesquisa “International Early Learning and Child Well-being Study”, realizada com 4 mil crianças, mostrou que, quando questionados sobre o que gostariam de ser quando crescessem, os meninos revelavam escolhas mais estereotipadas, ou correspondentes a normas tradicionais de género, do que as meninas. As meninas mostraram-se mais interessadas em funções ou empregos tradicionalmente considerados masculinos, tais como polícia ou bombeira, do que os meninos em funções ou empregos considerados menos masculinos.


No entanto, de um modo geral, a escolha de carreira mais comum entre meninas de 5 anos foi a de professora, enquanto que os meninos optaram, na maioria, pela carreira policial. As meninas tenderam a escolher carreiras que exigem qualificações académicas mais elevadas do que os meninos; no entanto, as escolhas de meninas recaem em papéis relacionados com cuidado, proteção e criatividade (enfermeira, veterinária, por exemplo).


Em suma, as crianças respondem e reagem ao mundo que veem, e onde vivem. Os papéis, normas e expectativas de género são transmitidos às crianças através da interação, linguagem, práticas, vestuário, brinquedos, histórias, livros, entre outros, criando um sistema de pressão entre pares para corresponder a padrões de género, e desencorajando as atividades entre géneros (EIGE, 2016) ou que “não se encaixem” nestes padrões.


 


Bibliografia


Council of Europe (2015) Combating Gender Stereotypes in and through Education. Report of the 2nd Conference of the Council of Europe National Focal Points on Gender Equality [accessed 17 March 2020 at https://rm.coe.int/1680590fe5]


European Commission (2020). The gender pay gap situation in the EU. European Commission [accessed 12 March 2020 at https://ec.europa.eu/info/policies/justice-and-fundamental-rights/gender-equality/equal-pay/gender-pay-gap-situation-eu_en]


Kollmayer, M., Schober, B., & Spiel, C. (2018). Gender stereotypes in education: Development, consequences, and interventions. European Journal of Developmental Psychology, 15(4), 361–377.

Objetivos


Prevenir a potencial reprodução e transmissão de estereótipos de género por parte dos profissionais no jardim de infância e nas escolas básicas a nível nacional;


Promover mudanças de atitude relativamente a estereótipos desde idades precoces dentro e fora das escolas;


Dotar docentes de conhecimentos, competências e atitudes para uma pedagogia transformadora de normas de género (individual e coletiva).


Sensibilizar profissionais para ferramentas e metodologias que podem ser usadas no seu quotidiano.




Conteúdos


1. Desconstrução de estereótipos e masculinidades

1.1. Socialização de género na infância

2. Profissionais de Educação e Famílias: que desafios?

3. Metodologias transformadoras: um foco na prática.


 


Metodologias


A ACD tem como pilar principal a promoção da igualdade de género, dotando docentes de conhecimentos, competências e atitudes para uma pedagogia que responda a questões de género (promovendo ao mesmo tempo uma mudança comportamental da transmissão ainda prevalecente dos estereótipos de género por parte de profissionais). Serão usadas metodologias que fomentem a pro-atividade dos/as formandos/as e que conjugue as exposições com atividades de prática. O currículo de formação basear-se-á na experiência do projeto KINDER, bem como noutras metodologias utilizadas em projetos de investigação-ação do CES.

Formadoras


Sofia M.  C. Gonçalves Reg. Acr. CCPFC/RFO-40580/20 – Doutorada em Ciências da Educação, na especialidade de Organização do Ensino, Aprendizagem e Formação de Professores, pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra


Tatiana Moura, Doutorada em Paz, Conflitos e Democracia, pela Universidade Universidad Jaume I, Espanha



Inscrições através da Plataforma do CFAE MINERVA

– Obrigatoriedade de Registo na Plataforma Moodle do CFAE Minerva para a emissão do Certificado

– Prioridade aos Professores do CFAE MINERVA por ordem de inscrição.


 


 

Fonte: Desafiar Estereótipos desde a infância: metodologias para a ação
Feed: Centro de estudos Sociais – Eventos
Url: www.ces.uc.pt
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