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Envelhecer sem crescer? Estratégias de resistência de profissionais de ciência face à precariedade

Envelhecer Sem Crescer? Estratégias De Resistência De Profissionais De Ciência Face à Precariedade

Publicado em: Envelhecer sem crescer? Estratégias de resistência de profissionais de ciência face à precariedade

Apresentação


Desde 2005, o CES organiza um Ciclo Anual de Conferências para conhecer, refletir e discutir trabalhos de investigação produzidos dentro e fora de Portugal por jovens cientistas sociais. Na origem deste ciclo esteve a vontade de promover o diálogo interdisciplinar a partir de trabalhos produzidos noutras instituições. Para tal, temos contado com o contributo de alguns dos mais promissores jovens cientistas sociais, a que se têm juntado atores munidos de diferentes saberes. Assim, os encontros vêm sendo feitos com pessoas de várias áreas e instituições académicas e de diferentes organizações da sociedade civil.


A XV Edição dos Jovens Cientistas Sociais adotou o tema dos percursos precários e estratégias de resistência de “Jovens” investigadoras/es..


Enquanto trabalhadoras/es, poderemos envelhecer sem crescer? Que limites e possibilidades enfrenta atualmente um/a jovem investigador/a na construção de um percurso na ciência? Não podemos afirmar que a precariedade tem uma idade, quando “jovens cientistas” de cabelo branco, já em fim de carreira, permanecem na categoria/rendimento inicial de investigador. De que forma o DL57/2016 (Norma Transitória), o PREVPAP e o Concurso Estímulo ao Emprego Científico Individual (CEEC-IND), apoiados por associações e sindicatos, redefiniram esta situação? Que estratégias pessoais e profissionais ativam estes investigadores e investigadoras para firmarem e consolidarem a sua posição na feitura de ciência frente a um contexto de instabilidade e incerteza? Que tipo de recursos, do acaso biográfico à estratégia pensada e planeada, são usados para moldar um perfil e percurso que as/os “sublinhe” entre a multidão? Retrospetivamente, mas imaginando o(s) futuro(s), o que as/os trouxe para a ciência, como se reinventaram e readaptaram no decorrer dos anos e o que esperam vir a ser, ter e fazer na profissão? A ciência é um “país para velhos” ou pode a/o jovem atravessar a fronteira com a bagagem certa de temas, teorias e metodologias? Partindo do pressuposto de que ninguém encontra e segura um “lugar” sozinha/o, que redes de relacionamentos, afetos e solidariedades profissionais tecem estas/es investigadoras/es para ter um posto de trabalho remunerado agora e depois? Frente à atual pandemia, confinando e virtualizando muitas das atividades de investigação, do trabalho de campo à organização de eventos, quais os obstáculos encontrados e quais as possibilidades que se abriram no esforço diário para resistir à precariedade e construir uma carreira? Na edição “Jovens Cientistas Sociais 2020” refletiremos sobre a construção destes presentes e futuros, dos problemas às soluções, refazendo vidas e reimaginando profissões, partilhando estratégias de resistência para que outras/os (jovens ou velhas/os) as possam multiplicar. Partiremos das experiências e vozes das/os próprias/os investigadoras/es, daquelas e daqueles que ficam, partem ou mudam, trabalhando e resistindo.

 


Coordenação: Susana de Noronha, Sidh Losa Mendiratta e Luciana Sotero


[Atividade a decorrer no âmbito da semana de acolhimento dos Programas de Doutoramento CES-UC]

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Esta atividade realiza-se através da plataforma Zoom, sem inscrição obrigatória. No entanto, está limitada ao número de vagas disponíveis.
https://us02web.zoom.us/j/86958172852

ID: 869 5817 2852

Agradecemos que todos/as os/as participantes mantenham o microfone silenciado até ao momento do debate. O anfitrião da sessão reserva-se o direito de expulsão do/a participante que não respeite as normas da sala.

As atividades abertas dinamizadas em formato digital, como esta, não conferem declaração de participação uma vez que tal documento apenas será facultado em eventos que prevejam registo prévio e acesso controlado.

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