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Feminismos em tempos de crise: Natureza, Pensamento e Ação

Feminismos Em Tempos De Crise: Natureza, Pensamento E Ação

Resumo


Têm os feminismos encontrado espaço suficiente para albergar as demandas de uma sociedade em rápida transformação política e social e cujo centro-motor tende a servir de base a ideologias conservadoras, neo-fascistas e racistas?

Que diálogo procuram as diferentes feministas, de diversos entendimentos sobre o mundo, o género e as mudanças, que coloquem a discussão feminista e de género enquanto natureza, pensamento e ação política imprescindíveis para uma revolução no século XXI?

Num contexto nacional e internacional marcado pela afirmação progressiva do conservadorismo das ideologias neo-fascistas, denota-se a conjugação de três eixos de violência históricos que são o nacionalismo, o racismo e o sexismo. Muitos dos direitos alcançados tendem a ser questionados e até mesmo rasurados, colocando em causa a democracia e a liberdade e normalizando violências várias, frutos da afirmação de masculinidades violentas e do evocar das feminilidades subalternas. Por outro lado, os movimentos feministas globais e o feminismo interseccional e os movimentos LGBTQI+ e anti-racistas estão muito presentes nas diferentes sociedades como focos de resistência e garantia dos ideais democráticos. Serão estas as duas dinâmicas centrais do nosso tempo? A luta entre o passado conservador que se faz presente com as suas ideologias musculadas, e o presente que se quer futuro, marcado pela agenda da justiça social feminista e anti-racista?


A pergunta que impera é, como se pode fazer a resistência? E a resposta a esta questão será, como se pode fazer a resistência feminista no contexto das masculinidades violentas, do nacionalismo crescente, do racismo e do sexismo do século XXI?

Nota biográfica


Joacine Katar Moreira nasceu na Guiné-Bissau em 1982, é feminista e ativista negra. É Doutora em Estudos Africanos e Investigadora do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE e é atualmente deputada no parlamento português. É licenciada em História Moderna e Contemporânea – vertente de Gestão e Animação de Bens Culturais e mestre em Estudos do Desenvolvimento. É presidenta e fundadora do INMUNE – Instituto da Mulher Negra em Portugal, fundado por 27 mulheres de diversas áreas e que lutam contra a invisibilização e o silenciamento de mulheres, jovens e meninas negras na História e no tempo presente e tem participado ativamente no debate público sobre o racismo, o colonialismo e a Escravatura.


Atividade no âmbito da Escola de Inverno Ecologias Feministas de Saberes II, do Gender Workshop Series X e do Programa de Investigação Epistemologias do Sul

Fonte: Feminismos em tempos de crise: Natureza, Pensamento e Ação

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