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Medicalização, conversão e discriminação. A saúde mental das pessoas LGBTQI+ sob fogos cruzados 

Resumo


A saúde mental e o auto-cuidado são questões centrais nas vivências das pessoas LGBTQI+. Em Portugal, nos últimos meses, assistimos ao crescimento da discussão sobre estas temáticas na esfera pública através de reportagens e artigos nos mass media, assim como testemunhos individuais e de coletivos ativistas ou de cartas abertas de associações de profissionais que trabalham sobre saúde mental. Dos discursos que descrevem a homosexualidade como doença do foro psicológico ao alerta para os perigos da ‘ideología de género’, passando pela promessa da salvação pelas terapias de conversão, muito se tem falado e escrito sobre a vida de pessoas que não se enquadram nas normas sexo-genéricas.

A questão central é que as pessoas LGBTQI+ continuam a ser alvo de violências psicológicas e físicas que precisam de ser denunciadas e acompanhadas através de serviços de apoio que reconheçam a gravidade das múltiplas discriminações quotidianas. Com base na sua idade, na sua orientação sexual, identidade ou expressão de género, ou pelo facto de terem menores recursos económicos, vários membros da população LGBTQI+ são diretamente expostos a uma pressão ainda maior que causa dificuldades no acesso a esses serviços de apoio e que conduz a uma taxa de precariedade, isolamento e de suicídio digna de nota na comunidade.

Neste quarto evento da série “SHARP Talks – Saúde, sexualidade e direitos humanos” discutimos os lados mais controversos e contraditórios relacionados com os discursos atuais sobre saúde mental na população LGBTQI+: práticas de medicalização, terapias de conversão e dinâmicas de discriminação que, em conjunto, confundem as fronteiras da dignidade e do direito à auto-determinação.



Intervenientes
Rita Paulos e Catarina Rêgo Moreira – Casa Qui (Associação pela inclusão e bem-estar da população LGBTI, Lisboa) e Jorge Gato (Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto – FPCEUP)



Notas Biográficas


Rita Paulos

Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Ingleses e Alemães, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e Mestre em Estudos Culturais e Teoria Crítica, pela Universidade de Nottingham, com dissertação em estudos de género. É especialista na área da igualdade de género, incluindo questões ligadas à orientação sexual e identidade ou expressão de género, com particular incidência nas áreas da juventude, do apoio comunitário e da educação, nas quais tem mais de 15 anos de experiência. Fundadora e ex-dirigente da rede ex aequo – associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, trans, intersexo e apoiantes, assim como fundadora e atual Diretora Executiva da Casa Qui – Associação de Solidariedade Social, é, desde 2000, autora e coordenadora de vários projetos e publicações na área da orientação sexual, identidade e/ou expressão de género, assim como formadora nestas temáticas.

     
Catarina Rêgo Moreira 

Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde, pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. No âmbito da Dissertação de Mestrado, desenvolveu um estudo exploratório sobre vivências de mães e pais com filhos/as trans, intitulado “A caminho da aceitação…Vivências de mães e pais face à identidade de género dos/as filhos/as não conforme o sexo.” É membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses.Possuí prática clínica especialmente no acompanhamento psicológico de pessoas trans e suas famílias. Desenvolve investigação científica na área do Género, Sexualidades e LGBTQI. Possui Certificado de Competências Pedagógicas. Integra a equipa do Gabinete de Apoio à Vítima para a Juventude LGBTI da Casa Qui desde a sua formação em dezembro de 2016, onde exerce, até ao presente, funções de psicóloga clínica e de técnica de apoio à vítima.   

             
Jorge Gato

É doutorado em Psicologia, é investigador na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP). É Professor Convidado na Universidade Lusófona do Porto, onde leciona no Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde. É membro do corpo docente do Programa Doutoral em Sexualidade Humana da FPCEUP. Os seus interesses de investigação repartem-se pela Psicologia LGBT, Família e Género, assuntos sobre os quais tem publicado a nível nacional e internacional. Acredita que a investigação sobre a diversidade das identidades sexuais e de género é imprescindível na sociedade contemporânea, contribuindo para a justiça social. 

       

Esta SHARP Talk assinala o Dia Mundial da Saúde Mental (10 de Outubro)


Evento co-organizado com o projecto CILIA LGBTQI+




Coordenação: Fernanda Belizário, Mara Pieri e Rita Alcaire  (CES) | Outras informações: sharptalks@ces.uc.pt


 

Fonte: Medicalização, conversão e discriminação. A saúde mental das pessoas LGBTQI+ sob fogos cruzados 

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