skip to Main Content

O prazer de (com)parar #18

O Prazer De (com)parar #18

A dança como expressão contagiosa da angústia: num mundo tecno-industrializado, rotinado, desde os gestos estropiados pelas fábricas aos trejeitos absurdos da vida de escritório, da falsa ergonomia dos automóveis ao encolher de barriga em hora de ponta no metro enquanto o polegar desliza até ao infinito pelo ecrã do telemóvel, a dança tanto pode ser um frémito de desespero, revolta epiléptica do corpo, como a (re)ritualização e estranhamento dos movimentos quotidianos, um convite a sacudir o corpo do seu ensimesmamento. A dança é “uma experiência humana […] fundadora de uma nova poética. É, certamente, uma experiência utópica no sentido em que inventa um ‘lugar’ até aí inexistente […].” (Laurence Louppe, Poética da Dança Contemporânea). Se, no espaço público, um de nós aceder a esse lugar, haverá outros que se lhe juntem?

Andreia Faria, “Danças, dissidência e as linguagens de contágio: algumas notas soltas” (22.04.2020), in https://ionline.sapo.pt/artigo/693964/dancas-dissid-ncia-e-as-linguagens-do-contagio-algumas-notas-soltas?seccao=Mais_i

Fonte: O prazer de (com)parar #18

This Post Has 0 Comments

Comentar

Back To Top