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The Black Saint and the Sinner Lady

The Black Saint And The Sinner Lady

Publicado em: The Black Saint and the Sinner Lady

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Quem me quiser bem, boa Sorte.

Quem me quiser mal, boa Morte[1].

 

 

Em outras palavras, eu sou 3… Uma mulher está sempre entre as outras duas, despreocupada, indiferente… Ela observa até o momento em que alguma coisa permite que diga o que pensa sobre as outras. A segunda mulher é como um animal assustado que ataca porque tem muito medo de ser atacado. Por fim, a terceira é uma mulher muito amável e gentil, que deixa as pessoas entrarem no templo mais sagrado do seu ser e aceita os insultos, confia nos outros e assina contratos sem ler… E, muitas vezes, ela é convencida a trabalhar por muito pouco ou nada. Mas, quando entende o que aconteceu, ela tem vontade de matar e destruir tudo que existe ao seu redor, incluindo a si mesma, por ter sido tão imbecil. De todo modo, essa terceira mulher não consegue nunca realizar a sua fúria – e, frustrada, ela se contrai como uma ostra.

 

Qual delas é real?

 

TODAS ELAS SÃO REAIS.

 

 

 


NOTAS

* The Black Saint: In other words I am three. One man stands forever in the middle, unconcerned, unmoved, watching, waiting to be allowed to express what he sees to the other two. The second man is like a frightened animal that attacks for fear of being attacked. Then there’s an over-loving gentle person who lets people into the uttermost sacred temple of his being and he’ll take insults and be trusting and sign contracts without reading them and get talked down to working cheap or for nothing, and when he realizes what’s been done to him he feels like killing and destroying everything around him including himself for being so stupid. But he can’t – he goes back inside himself.
Which one is real?
They’re all real.”

[1] https://www.youtube.com/watch?v=ZjIjoJdOZmI

 

 

 

SOBRE A AUTORA

Fernanda Miguens

Fernanda Miguens é tradutora. Doutora em Filosofia pela UFRJ (2018) com tese sobre a tradução dos dogmas judaicos do leste-europeu para a realidade carioca, no século XIX, pelas mulheres judias apelidadas de polacas. Mestra em Filosofia pela UFRJ (2014), com dissertação sobre algumas das traduções/versões do que chamamos de “filosofia oriental” para o Ocidente. A tradução de Corpos em aliança e a política das ruas – notas sobre uma teoria performativa da assembleia, da filósofa Judith Butler, para a Editora Record e A metade que nunca foi contada – a escravidão e a construção do capitalismo norte-americano, do historiador Edward E. Baptist, para a editora Paz & Terra, são os seus trabalhos mais recentes.

Fonte: The Black Saint and the Sinner Lady
Feed: HH Magazine
Url: hhmagazine.com.br
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