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4.ª edição dos Seminários Caminhados | 16–17 de maio de 2026 Nos dias 16 e 17 d…

Publicado em: 4.ª edição dos Seminários Caminhados | 16–17 de maio de 2026

Nos dias 16 e 17 d…

📢4.ª edição dos Seminários Caminhados | 16–17 de maio de 2026

Nos dias 16 e 17 de maio de 2026 terá lugar a 4.ª edição dos Seminários Caminhados, uma iniciativa que conjuga reflexão académica e experiência de caminhada em contacto direto com a paisagem.

O evento contará com a participação de:

Amelia Moreira-Frazão (CRIA – NOVA FCSH)
José Eduardo Reis (UTAD)
Manuel Lopes Rodrigues (Consórcio Europeu ICCA)
Maria Patrício (ESA-IPB)

Enquadramento:

A antropização da natureza, das paisagens, das árvores e do espaço vital tem sido um processo contínuo ao longo da história, visível em múltiplos territórios que nos rodeiam. Desde tempos recuados, essa presença humana deixa marcas persistentes — algumas evidentes, outras mais subtis — que revelam diferentes formas de apropriação, transformação e relação com o ambiente.

Ao longo da história, diversos registos documentam esse percurso, assim como as tentativas de regulação, contenção ou recuperação das paisagens transformadas. Entre iniciativas normativas e intenções declaradas, a relação humana com o meio natural tem oscilado entre apropriação afirmativa e esforços, por vezes hesitantes, de preservação. Cada marca no território constitui, assim, um testemunho das forças sociais, culturais e económicas projetadas sobre o real.

Para além de diferentes perspetivas ontológicas e ideológicas, a relação moderna entre o ser humano e a natureza tem sido frequentemente marcada por uma clivagem entre o mundo material e o desejo de transcendência. Nesta lógica, o humano afirma-se como senhor do seu jardim e possuidor da natureza, aprofundando, em muitos casos, uma visão de apropriação, dominação e exploração do ambiente.

Este regime de relação assimétrica tende a transformar o mundo natural num horizonte manipulável, conduzindo paradoxalmente a um maior afastamento do próprio humano em relação ao meio que o sustenta. Nesse processo, a natureza — e em particular as árvores — perde frequentemente a sua dimensão simbólica e sagrada, sendo reduzida a recurso ou objeto de intervenção.

📌Programa completo e inscrições: Link nos comentários

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