Porque populistas não são loucos
Publicado em: Porque populistas não são loucos
Moderadora: Lisete Mónico (FPCEUC)
Apresentação
Ouvimos frequentemente que políticos/as e partidos populistas são loucos/as, imaturos/as ou histéricos/as e que os seus projetos políticos não fazem sentido, mas será mesmo verdade? Quais seriam as implicações políticas de tal loucura populista? Nesta conversa, Eklundh investigará a forma como o rótulo do excessivamente emocional foi e continua a ser historicamente usado para desacreditar novos movimentos políticos. A partir da psicologia das multidões francesa e a ciência política Estadunidense de meados do século XX, é explicado como o ato de rotular algo como emocional tem uma profunda dimensão moralista e moralizante. De fato, tal rótulo funciona muitas vezes para desvalorizar opiniões políticas divergentes. Dr. Eklundh usará exemplos do movimento trabalhista, das sufragistas britânicas, do movimento estudantil e, mais recentemente, dos protestos em defesa do clima, como casos de ideologias políticas que são rotuladas como emocionais simplesmente por desafiarem o status quo. Dr Eklundh questionará o efeito da hegemonia do paradigma da racionalidade, argumentando que uma democracia verdadeiramente inclusiva tem de levar a sério as emoções de seus cidadãos.
Nota biográfica
Emmy Eklundh é professora de política na Universidade de Cardiff desde janeiro de 2020. Antes era professora de espanhol e política internacional no King’s College de Londres.
Tem doutoramento em Política pela Universidade de Manchester (2015), mestrado em Relações Internacionais: Governança Global e Teoria Social pela Universidade de Bremen, Alemanha (2011), e dois bacharelado em Ciência Política e Latim pela Universidade de Lund, Suécia (2009).
A sua investigação situa-se na interface entre a política europeia e a teoria política e social. A doutora Eklundh está particularmente interessada em movimentos sociais e partidos políticos de esquerda, e especialmente casos de populismo de esquerda no sul da Europa. Usa as teorias da democracia radical para aprofundar a compreensão da democracia na Europa, os desafios à atual ordem liberal, mas também as possibilidades de reforma democrática.
Os atuais projetos de investigação de Eklundh incluem respostas populistas de esquerda ao nacionalismo e a resistência à integração europeia da esquerda. Tem também um forte interesse no papel dos médias sociais para a ação política e como as emoções e os afetos influenciam a maneira de pensar as identidades políticas.
Eklundh contribui regularmente nos comunicação publica sobre politica espanhola e e populismo (incluindo BBC, CNN, Sky News, CNBC, rádio nacional sueca, Newsweek).
Feed: Centro de estudos Sociais – Eventos
Url: www.ces.uc.pt