Publicado em: Ah hon jombe
Nasci depois do anacronismo.
Sou como o tempo:
Nutro-me de histórias…
E, minhas raízes, este território,
Que os rayon pisam com a força motriz da morte e do enfado.
Nasci no meio da História.
Entre papeis pardos
Que ocultavam as cores do sangue.
Da terra, território, coração e identidade…
NOTAS
Título do texto: Do kwaytikindo, língua Puri, “eu sou há muito tempo”.
Créditos na imagem: Reprodução. Diego Rivera. The Blood of the Revolutionary Martyrs Fertilizing the Earth( 1926-7).
Estudante do bacharelado em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e de Conservação e Restauro pela Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP). É bolsista de Iniciação Científica no Departamento de História do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) da UFOP, onde se gradua e pesquisa sobre a implementação do ensino de histórias e culturas indígenas nos cursos de formação superior em História das universidades públicas do Brasil, além de ter desenvolvido estudos a respeito da tese do “marco temporal” e suas implicações sobre Povos Indígenas em processo de etnogênese. É membro do projeto de extensão (Re)Pensa Humanidade (PROEX-UFOP). Se interessa também por temas referentes às relações entre História e Memória, relações étnico-raciais e Literatura Indígena Brasileira. É indígena do povo Puri, poeta e escritor de Alfredo, assinando também como Xipu.
Fonte: Ah hon jombe
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