Ciência e Cultura. Quebrar fronteiras
Publicado em: Ciência e Cultura. Quebrar fronteiras
Adelino Cardoso e Nuno Miguel Proença
11.01
- Moreno Paulon “Na fronteira incerta entre ciência e pseudociência”
- Fabio Tononi “A interpretação de Edgar Wind das ideias de Aby Warburg sobre a biologia das imagens”
13.02
- Nuno Miguel Proença “Imaginar e inventar algumas questões gerais sobre a sua unidade genética”
15.03
- Hervé Baudry “O inquisidor, o censor e o humanista digital”
12.04
- Adelino Cardoso “Arte médica e inteligibilidade filosófica em Francisco Sanches”
A emergência da medicina racional na Grécia clássica é indissociável do processo de constituição da filosofia. A noção axial é, em ambos os casos, a noção de physis (natureza), entendida como ordem cósmica, curso regular dos fenómenos, génese e desenvolvimento dos seres.
A afinidade entre filosofia e medicina manteve-se até ao século XVIII, mas foi no período do renascimento que ela atingiu a sua máxima expressão. A obra de Francisco Sanches Quod Nihil Scitur (1581) é um caso exemplar de uma investigação filosófica conduzida segundo o modelo da arte médica. Daí resulta uma análise minuciosa da prática científica na busca de uma verdade válida por si mesma. Tal verdade encontra-se no sentimento interno ou na experiência de si, quer dizer, num cogito sensível. Reside aí o cerne da filosofia e da arte médica.
Sobre o orador
Adelino Cardoso é doutorado em Filosofia pela Universidade de Lisboa, é Investigador Integrado do CHAM – Centro de Humanidades, NOVA FCSH. Os seus interesses de investigação distribuem-se pela filosofia moderna, pensamento português, fenomenologia, história e filosofia da medicina. Coordenou projectos interdisciplinares articulando nomeadamente filosofia, medicina, história e literatura: “Filosofia, Medicina e Sociedade” (2007-2011); “O conceito de natureza no pensameno médico-filosófico na transição do século XVII ao XVIII” (2012-2015) e “Arte médica e inteligibilidade científica na Archipatologia de Filipe Montalto” (2013-2015). Publicou um vasto número de artigos em revistas especializadas e vários livros, entre os quais, Leibniz segundo a expressão (1992), Fulgurações do eu. Indivíduo e Singularidade no pensamento do Renascimento (2002), Vida e percepção de si. Figuras da Subjectividade no século XVII (2008), Labirinto do eu (2019). Coordena uma das secções da “História global do pensamento português”, coordenada por José Eduardo Franco e Samuel Dimas. É membro da Comissão de Ética do Instituto Português de Oncologia e do Conselho de Ética da Fundação Champalimaud.
26.05
- Bruno Barreiros “Ciência e cultura: as réplicas do terramoto de 1755 na filosofia em Portugal”
14.06
- Sofia Araújo “Da fronteira ao labirinto: a noção de continuidade em G. W. Leibniz”