Conversas Feministas com Coletivo «Insulto à Decência»
Publicado em: Conversas Feministas com Coletivo «Insulto à Decência»
Entrevistadora: Monise Martinez (Doutoranda FLUC/CES)
Apresentação
O Gender Workshop promove “Entrevistas Feministas” com pessoas de diferentes áreas de intervenção e de trabalho no domínio da igualdade de género e da dignidade e bem-viver das mulheres em Portugal e em Espanha. As entrevistas permitirão cartografar trabalho relevante realizado no nosso país e no país vizinho não somente na academia, nas ciências, mas também no ativismo, nas artes, no cuidado, no trabalho, no sindicalismo, etc. O formato de entrevista com público, em presença, permitirá um diálogo inicial entre entrevistadora / entrevistada e a abertura a debate. A presente entrevista destaca um coletivo de jovens feministas destacadas na poesia e no slam, autoras do volume de poemas “Insulto à Decência”. São elas: Ana Luiza Tinoco, Carol Braga e Jorgette Dumby (sóverônica)
Notas biográficas
Ana Luiza Tinoco | Poeta potiguar. Produz palavra falada, tendo sido a ganhadora do poetry slam coimbra 2020 e finalista do 7.° Portugal.SLAM! – festival internacional de poesia e performance e é cofundadora do “slam das minas coimbra”, o primeiro coletivo de batalha de poesia falada só de mulheres em Portugal. Produz palavra escrita, com diversas publicações em zines, revistas e antologias. autora dos livros Pororoca (ed. urutau, 2022) e Insulto à decência (ed. hecatombe, 2022).
Carol Braga | Poeta nascida e criada no Recife-PE, Brasil. Performa poesia, acrobacia aérea circense e teatro. Campeã Nacional do 7º Festival Nacional Portugal.SLAM! 2021 – primeira (e única) mulher a ganhar o festival. Representou o país na Coupe du Munde de Poetry Slam 2022, em Paris, na França. Autora do livro “minha raiva com uma poesia que só piora” (Urutau, 2021), obra semifinalista do Prêmio Oceanos 2022; co-autora do livro “Insulto a Decência” (Hecatombe, 2022) e da fanzine “Imigrante” (Chuvisco editora, 2022). Co fundadora do Slam das Minas Coimbra, o primeiro coletivo de batalha de poesia falada só de mulheres em Portugal. É historiadora, mestre em história social e doutoranda em ciências sociais.
Jorgette Dumby (sóverônica) | Nascida no atlântico. Tentando viver pacífica, indignada e revoltada ao mesmo tempo. Talvez morra no Índico. Acredita na educação e vive apaixonada pela sedução de criar pelo mundo adentro.
Entrevistadora
Monise Martinez é doutoranda em Estudos Feministas no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, mestre em Estudos Editoriais pela Universidade de Aveiro e bacharela em Letras pela Universidade de São Paulo. É também editora, revisora e produtora de conteúdo, tendo colaborado em livros de perfis diversos — de young adults a coleções de didáticos aprovados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) no Brasil. Em Portugal há quase uma década, participa desde 2016 em intervenções artísticas coletivas na cidade de Coimbra, como a realização de saraus, leituras interpretadas e ocupações literárias. Em 2021, publicou a plaquete Fogo de Santelmo, no Brasil e em Portugal, pela Editora Urutau; o poema «Pé na Aorta», em Volta para tua terra: uma antologia antirracista/antifascista de poetas estrangeirxs em Portugal (Ed. Urutau); e coordenou a edição de Potências feministas: papel e voz — um projeto-livro independente sobre escrita e feminismos em torno da realização do primeiro Slam das Minas em Portugal. Em 2022, assinou o prefácio de Linha de corte (Ed. Urutau), de Daniel Cruz; a orelha de Insulto à decência, de Ana Luiza Tinoco, Carol Braga, Greta Rocha e sóverónica (Ed. Urutau), e publicou a crônica «Sobre dinossauros, bolsofãs, colonialismos e cortes de cabelo» em Volta para tua terra: uma antologia antirracista/antifascista de escritoras estrangeiras em Portugal (Ed. Urutau). Como pesquisadora, seus temas de interesse têm sido os estudos sobre antifeminismo, extrema-direita, midiatização e (neo)pentecostalismo em contexto brasileiro. Integra o GT POLICREDOS: Religião e Sociedade (CES) e realizou estágios de pesquisa no Núcleo de Estudos de Gênero Pagu (UNICAMP) e na Università degli Studi di Bergamo.
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