Laboratório de investigação artística transdisciplinar. Práticas artísticas no conhecimento sentimental
Publicado em: Laboratório de investigação artística transdisciplinar. Práticas artísticas no conhecimento sentimental
Apresentação
Ao contrário da concepção da arte como representação e recepção, as práticas artísticas giram em torno da função sócio-pedagógica de um acto que se revela como enunciação. Este acto consiste no tempo parado de uma experiência, de um sonho, de uma declaração ou de uma rebelião transmitida através de um poema, de uma imagem, de um som ou de um movimento. E também de todos estes ao mesmo tempo, como expressão integral de cenários ideográficos representativos de experiências. Neste sentido, tratamos a arte desde a concepção da prática cultural como uma resposta a esquemas de dominação. Mas sobretudo, como formas estéticas com as quais tentamos construir novos horizontes de emancipação, com base numa cultura democrática.
Esta oficina baseia-se na prática artística como expressão identitária do imaginário daqueles que se encontram em processos de resistência contra-hegemónica. Basicamente, consiste na detecção e exploração de dispositivos de dominação através de lógicas quotidianas. Estes dispositivos são materializados através de acções, imagens, arquivos, etc., e permitem-nos ensaiar espaços alternativos de convivência através de uma estética que tem em conta as experiências históricas das comunidades e das pessoas.
A metodologia atravessa dois campos de aplicação prática que têm em comum a busca do conhecimento plural e recíproco. Por um lado, a investigação de acção participativa (Fals-Borda, 2015), que apoia a cumplicidade das experiências das comunidades como um espaço de conhecimento válido. Por outro lado, a Investigação Baseada nas Artes na perspectiva da acção onde não há separação entre sujeitos, entre teorias e práticas ou entre investigação e práticas artísticas (Borgdorff, 2012). Por conseguinte, a oficina será um espaço para partilhar uma experiência de investigação orientada pela prática social e cultural dos participantes.
Oficina presencial limitada a um máximo de 20 participantes que serão seleccionados/as por ordem de inscrição.
NOTA > A organização solicitará às/aos participantes selecionados que escrevam uma micro-história (no máximo meia página) na qual possam contar um evento, vivido pessoalmente ou do qual tenham conhecimento de forma indirecta, que contenha um episódio de esquecimento, solidão, opressão ou dominação… quer a nível individual, de grupo ou de comunidade.
Feed: Centro de estudos Sociais – Eventos
Url: www.ces.uc.pt