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Promover a fluência digital e o uso ético da informação : Notícia BAD

Publicado em: Promover a fluência digital e o uso ético da informação : Notícia BAD

As Recomendações para as Bibliotecas de Ensino Superior de Portugal 2020-2022 são um documento orientador para os bibliotecários (http://doi.org/10.5281/zenodo.3841363) destinando-se a inspirar a sua atuação. Damos continuidade à apresentação de mais uma destas recomendações, que se enquadram nos quatro eixos: i) Apoio ao ensino e aprendizagem, ii) Apoio à investigação, iii) Desenvolvimento profissional e organizacional, iv) Redes, cultura e património.

Promover a fluência digital e o uso ético da informação

Desenvolver planos de intervenção que promovam a fluência digital e a destreza do acesso e utilização dos meios tecnológicos na aprendizagem e na investigação, sublinhando a importância do uso ético da informação e do direito à privacidade e a relevância da capacidade de interpretação crítica no combate às fake news, sustentando a mobilidade segura e responsável no universo digital.

No atual contexto digital existe uma preocupação acrescida com o acesso à informação, já que este passou a ser exponencialmente intermediado pelas tecnologias. Nesta conjuntura, diversos problemas podem emergir: desde as restrições à liberdade de acesso à informação ou à liberdade de expressão, devido ao desconhecimento para lidar com tecnologias e fontes de informação digitais, a vulnerabilidade e falta de preparação no que toca à gestão da privacidade, às armadilhas digitais, falácias, desinformação ou notícias falsas.

Esta Recomendação apela a um posicionamento dos bibliotecários no sentido de potenciar o seu papel, através das competências que já possuem e que podem promover nos seus públicos. Por um lado, ao disponibilizarem dados e informação fidedigna, completa e credível, sobretudo sendo agentes do movimento da Ciência Aberta, tornam o contexto digital mais seguro, potenciando a utilização de informação científica por um espectro mais largo de público; por outro, ao investirem na formação articulada da literacia digital com a literacia mediática e da informação, estarão a reforçar competências nos utilizadores, o que lhes permitirá navegar de forma mais informada e segura na internet.

As ações em torno desta Recomendação devem ser atentamente prosseguidas, uma vez que os públicos jovens são não só consumidores, como produtores de informação online e, ao mesmo tempo, a internet tornou-se um recurso privilegiado para a pesquisa de informação fácil e imediata. Importa, pois, reforçar competências e estratégias que permitam detetar, com critérios de qualidade, a origem da informação, a sua diversidade e credibilidade, sem esquecer, paralelamente, em que circunstâncias e de que forma a informação pode ser reutilizada de forma ética e legal.

Assim, incentiva-se o envolvimento ativo dos bibliotecários integrado na formação dos estudantes para potenciar o seu pensamento crítico face à informação, sabendo avaliar fontes de informação, verificar factos, observar e comparar informação prévia, de forma crítica, criativa e consciente, particularmente nos meios digitais. Nesse processo, deverão ser promovidas as premissas sociais e éticas que sustentam o apoio ao ensino e à aprendizagem na missão das bibliotecas do ensino superior.

Tatiana Sanches, Maria José Aurindo

 

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