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[PT] “A Morte do Artista” é uma associação cultural portuguesa, sem fins lucrati…

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[PT] “A Morte do Artista” é uma associação cultural portuguesa, sem fins lucrativos, que edita uma revista literária de periodicidade eventual com o mesmo nome. Para além de uma homenagem a um/a autor lusófono/a, cada número reúne um conjunto de textos, intercalados por ilustrações de artistas gráficos/as.

O quarto volume da publicação foi lançado no passado dia 13 de Novembro, na Biblioteca Municipal Palácio Galveias, em Lisboa. Dedicado à cantautora brasileira Adriana Calcanhotto, sob o tema “Terra de Ninguém”, o número congrega um vasto leque de criadores/as, dentro dos/as quais se inclui Luís Henriques, autor das imagens que hoje partilhamos convosco.

Ainda que abertas à livre interpretação e apreciação – como toda a arte – as gravuras de Luís Henriques parecem elaborar um comentário visual sobre a viagem, com as suas consequentes dinâmicas de partida e/ou chegada. Para tal, o artista apresenta-nos lugares e objectos habitualmente associados ao turismo em importantes sítios arqueológicos da Antiguidade, numa possível alusão ao crescente afluxo de turistas a estes locais. Podemos assim ver os “Colossos de Mêmnon” – designação porque ficaram conhecidos as estátuas de grandes dimensões que estariam na entrada do templo funerário de Amenhotep III (c. 1391-1354), faraó da XVIII dinastia, na margem ocidental de Tebas (ou Uaset, em egípcio) – acompanhados de grandes malas e dispositivos electrónicos. Destaca-se ainda um balcão de check-in junto ao colosso de Ramsés II (c. 1303-1213 a.C.) em Abu Simbel, próximo da actual fronteira entre o Egipto e o Sudão, onde o faraó mandou erguer dois templos, um maior dedicado a si próprio e outro, de tamanho menor, em honra da sua mulher Nefertari (c. 1300-1255 a.C.), entretanto deslocados aquando da construção da Barragem de Assuão. Nas duas imagens, a presença de indivíduos que parecem exibir trajes típicos da moda ocidental entre a segunda metade do século XIX e a primeira do século XX, baralham a temporalidade das representações, acrescentando camadas de significado a respeito da ocupação do(s) espaço(s) e da visita do(s) mesmo(s) ao longo do tempo.

Interessados/as? Não deixem de apoiar este projecto, adquirindo a revista e estando atentos/as às novidades da associação! Reconhecem mais algum sítio arqueológico? Não deixem de partilhar connosco nos comentários!

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[ENG] “A Morte do Artista” is a Portuguese non-profit cultural organisation that publishes an occasional literary magazine with the same name. In addition to paying homage to a Portuguese-speaking author, each issue brings together a set of texts, interspersed with illustrations by graphic artists.

A Morte do Artista’s fourth issue was launched last November 13th, at the Municipal Library Palácio Galveias, in Lisbon. Dedicated to Brazilian singer-songwriter Adriana Calcanhotto, under the theme “Nobody’s Land”, the volume brings together a wide range of creators, including Luís Henriques, author of the images we share with you today.

Although open to free interpretation and appreciation – like all art – Luís Henriques’ pictures seem to elaborate a visual commentary on travelling, with its consequent departure and/or arrival dynamics. To this end, the artist presents us with places and objects usually associated with tourism in important ancient archeological sites, as a possible allusion to the growing influx of tourists to these places. Thus, we can see the “Colossi of Memnon” – the name under which the large statues at the entrance of the funerary temple of Amenhotep III (c. 1391-1354 BCE), pharaoh of the XVIII dynasty, on the west bank of Thebes (or Waset, in Egyptian) became known – accompanied by large suitcases and electronic devices. Also noteworthy is a check-in counter next to the colossus of Ramses II (c. 1303-1213 BCE) in Abu Simbel, near the current border between Egypt and Sudan, where the pharaoh ordered the construction of two temples, a larger one dedicated to himself and another, smaller in size, in honor of his wife Nefertari (c. 1300-1255 BCE), relocated during the construction of the Aswan High Dam. In both images, the presence of individuals who seem to display typical Western fashion costumes between the second half of the 19th century and the first half of the 20th century blur the temporality of the representations, adding layers of meaning regarding the occupation of space(s) and the visits to those over time.

Interested? Be sure to support this project, purchasing the magazine and being aware of the association’s news! Do you recognize any other archaeological sites? Do not hesitate in sharing it with us in the comments!

[Imagens/Pictures: Ilustrações d’”A Morte do Artista” 4, 2021©️ A Morte do Artista/Luís Henriques]





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