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Queer para todes? Não-binarismo e diversidade de género na fronteira Brasil-Bolívia e no México

Publicado em: Queer para todes? Não-binarismo e diversidade de género na fronteira Brasil-Bolívia e no México

Apresentação


Este Seminário do Grupo de Pesquisa em Sexualidades do CES (GPS-CES) reúne duas pesquisas realizadas sobre diversidade de género e não-binarismo no contexto da América Latina visando promover aprendizagens transversais a diversos contextos geográficos.



Programa


Rubé(x)n Solís, Dissidentes sexuais Mayas no sudeste mexicano

Utilizando uma abordagem pós-colonial e de gênero que não é necessariamente binária, esta palestra se concentrará em compartilhar os resultados de uma pesquisa realizada com pessoas de diferentes faixas etárias autoidentificadas dentro de uma ampla gama de dissidências sexuais que se cruzam com outra das zonas invisíveis de não ser, o dos mundos indígenas sistematicamente precários, neste caso os povos maias do sudeste mexicano. A pesquisa foi realizada em comunidades mayas rurais e dois centros urbanos com forte passado colonial nas regiões Altos de Chiapas e Península de Yucatán. O estudo reflete a criação de modos particulares de existir, lutar, amar e viver as sexualidades fluidas dxs mayas contemporânexs.


Tiago Duque, Pantanal Queer: currículo e pedagogia cultural na fronteira Brasil-Bolívia

Neste seminário apresento os resultados de uma pesquisa realizada na cidade de Corumbá, no estado brasileiro de Mato Grosso do Sul, na fronteira com a Bolívia. A realidade local aponta para um regime de visibilidade de gênero que envolvem a participação de gays e travestis em diferentes atividades culturais, como o carnaval, uma partida de futebol, apresentações de fanfarras/bandas escolares, festas religiosas (cristã e não cristã) e danças típicas brasileiras. Os dados analisados indicam que essa participação se dá por meio da adesão de gays e travestis a um currículo de gênero bastante restrito (binário). Essa adesão produz e é produzida por uma pedagogia cultural que marca a cidade como não sendo preconceituosa, mas a inclusão de gays e travestis se dá por meio da exclusão e marginalização de outros gays e travestis que não se identificam ou não têm como se identificar com esse regime de visibilidade. A aposta é que uma educação disruptiva das/para as normas e convenções sociais podem ampliar os processos de reconhecimento, diminuindo estigmas, violência e preconceito na região.



Notas biográficas


Rubé(x)n Solís é doutorando mexicane em Pós-Colonialismos e Cidadania Global do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra (UC), Portugal e membro do Grupo de Pesquisa em Sexualidades (GPS) do CES.


Tiago Duque é professor da Faculdade de Ciências Humanas (FACH) e do Mestrado em Educação (PPGE/CPAN) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Possui doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e mestrado em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). É coordenador do Impróprias – Grupo de pesquisa em gênero, sexualidade e diferenças. Está como coordenador do GT 23 – “Gênero, Sexualidade e Educação” da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação da Região Centro-Oeste (ANPED-CO). É bolsista Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Brasil (CNPq).


 


 

Fonte: Queer para todes? Não-binarismo e diversidade de género na fronteira Brasil-Bolívia e no México
Feed: Centro de estudos Sociais – Eventos
Url: www.ces.uc.pt
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