Publicado em: TRABALHADOR
Cinco horas da matina.
Café sem açúcar,
Pois a vida não é doce… Ah! Tão bom seria se fosse …
Na enxada ou na foice.
O sol castiga,
O corpo sente: os maus tratos do sol ardente.
Na marmita…
Só o arroz, angu e feijão.
O torresmo não tem não…
Porquê? Pois não se tem condição.
Os calos na mão, são resultado de muito trabalho.
Pois para uma boa colheita,
É preciso ter muita determinação.
Boia fria …
Cansado no fim do dia. No bolso, pouco dinheiro…
Mas no coração, muita alegria!
Créditos na imagem: Autoria de Paula Ester Apolônio.
Paula Ester Apolônia, tem 22 anos. Atualmente mora em Mariana, mas é Ouro-pretana.
É graduanda em Letras Língua Portuguesa, pela Universidade Federal de Ouro Preto
(UFOP). Participa do Grupo de Pesquisa sobre Poesia de Língua Portuguesa (GP –
PLIPO). Tem interesse por Literaturas Africanas e por poesia africana em Língua
Portuguesa, e nestes contextos, vem desenvolvendo pesquisa de Iniciação Científica
sobre a obra poética de Paula Tavares, sobre a qual publicou estudos. No ano de 2021,
em Ouro Preto – MG, publicou o seu primeiro livro de poesias, intitulado Inquietações
de uma alma impaciente, por meio do 1º Prêmio AMEOPOEMA de Poesia – 2021, uma
realização do Coletivo AMEOPOEMA.
Fonte: TRABALHADOR
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