Publicado em: Inércia
Tenho aqui
O passar das horas
Papéis que imploram
Palavras
Telas que imploram
Tintas
Ideias que imploram
Liberdade
Tenho aqui
O passar das horas
Observo
Passam silenciosas
Discretas e rapidamente
Rumam sabe-se lá
Pra onde
Tenho a mim, aqui
Inerte a tudo
Equidistante
Ao nada
Atento, contudo.
Créditos na imagem: Reprodução. A persistência da memória – Salvador Dalí, 1931.
Carioca, poeta, autor do livro de poesia Nascente (2018), bacharel em Direito pela Universidade Estácio de Sá, pós-graduando em Processo Civil Contemporâneo pela UERJ, licenciado em História pela Universidade Estácio de Sá, com especialização em História Antiga e Medieval pela Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro. Além disso, integra a Liga Universitária de Pesquisadores e Artistas de Carnaval da UFRJ (LUPA Carnaval).
Fonte: Inércia
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