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Cinema Português: Uma história de fantasmas

Publicado em: Cinema Português: Uma história de fantasmas

Se a história global do cinema tem sido, por vezes, caracterizada como uma história de fantasmas, estão ainda por explorar as muitas configurações que essa metáfora pode adquirir no caso específico português. Reunindo um conjunto representativo de investigadores que se têm dedicado ao estudo do cinema em Portugal e/ou à problemática da espectralidade nos estudos artísticos, este encontro promoverá uma discussão ampla e diversificada, procurando examinar as singularidades do imaginário espectral do cinema português.

Na perspectivação desse imaginário, realizar-se-á um mapeamento dos seus afluentes, considerando diversos períodos históricos, cineastas (os/as mais célebres e também os/as menos discutidos/as) ou géneros (do melodrama à fantasia, do documentário ao cinema experimental).

As intervenções incidirão sobre cineastas e filmes que lidem com tópicos explicitamente associados à esfera da espectralidade (o fantasma, a morte, o sobrenatural, o invisível, a memória, o onírico, entre outros), mas também procurarão oferecer um entendimento tropológico ou operativo da questão (a dimensão espectral de certos aspectos técnicos, tais como o som ou a montagem, a assombração do cinema por outras artes — e vice-versa —, entre outros).

Este evento é organizado no âmbito do projeto de investigação do IELT Espectralidade: Literatura e Artes.

A entrada é livre. Programa aqui.

28 Novembro 

(sala 209)

9:45 Abertura

10:00 • 11:30

  • Maria Irene Aparício, Angélica ou o Fantasma do Cinema: Oliveira e a Génese das Imagens
  • Pedro Florêncio, Passadores intempestivos (Manoel de Oliveira, António Reis, Manuela Viegas)
  • Raquel Morais, Pedro Páramo (Margarida Cordeiro e António Reis)

11:50 • 13:00

  • Paulo Cunha, Parábola e Quimera em Carlos Conceição
  • Iván Villarmea Álvarez, Auto-representações em ausência (Rodrigues & Guerra da Mata / Gomes & Fazendeiro)

14:30 • 16:00

  • Susana Viegas, Morte e Metamorfose (João Pedro Rodrigues)
  • Rita Novas Miranda, Foras de campo: relembrar, rever, reescrever (Rita Azevedo Gomes)
  • Ana Isabel Soares, Kuadradinhos e kamadas: alguns filmes de Edgar Pêra

16:15 • 17:30

  • Guillaume Bourgois, Em Abril, fantasmas mil (Alberto Seixas Santos)
  • Elisabete Marques, Passagens ocultas em Chá forte com limão (António de Macedo) 29 de Novembro 

29 Novembro 

(sala 217)

9:45 Abertura

10:00 • 11:30

  • Ricardo Vieira, Lisboa O fantasma de uma ruína gótica (o filme assombrado de Bárbara Virgínia)
  • Ana Bela Morais, Por entre escombros: Uma leitura de Ruínas e outras montagens (Manuel Mozos)
  • Maria do Carmo Piçarra, Peles negras, máscaras brancas?: Mise en abîme em mascaradas filmadas/projectadas em situação colonial

11:50 • 13:00

  • Filipa Rosário, Por onde voam os fantasmas? (Leonor Teles e Manuela Serra)
  • Daniel Ribas, Animais, fantasmas e ruínas (Sandro Aguilar)

14:30 • 16:00

  • Luís Mendonça, O fio que nos cose (Fernando Lopes)
  • Tiago Ramos, Assombrações familiares em Sobre Tudo Sobre Nada (Dídio Pestana)
  • Francisco Noronha, Nuvem, Sombra, Spira e outros fenómenos suspensivos: um excurso pelo cinema de Basil da Cunha

16:15 • 17:30

  • Patrícia Castello Branco, Corpo, mente e natureza em O Fauno das Montanhas (Manuel Luiz Vieira)
  • Joana Mello, A Dança dos Paroxismos (Jorge Brum do Canto)

30 de Novembro 

(sala 217)

9:45 Abertura

10:00 • 11:30

  • Caterina Cucinotta, A ilha dos amores: compêndio de fantasmas em frente e atrás da câmara
  • José Bértolo, Assombrado por uma fotografia (Pedro Costa)
  • Nuno Crespo, Espectros e aparições: o que é que as imagens vêem que eu não vejo?

11:50 • 13:00

  • Sérgio Dias Branco, Um Espectro pela Europa: Transe (2006) de Teresa Villaverde
  • Carlos Natálio, Espectralidade sónica: matéria e metáfora de criação. A partir de uma curta-metragem de Afonso Mota

14:30 • 16:00

  • Margarida Medeiros e José Nicolau Pinto, João de Deus: fantasmas e fantasmagoria no cinema de César Monteiro
  • José Duarte, Alice(s) (Marco Martins)
  • Rita Benis, Intermitências Assombrosas (Inês Oliveira)

16:15 • 17:25

  • Golgona Anghel, “Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio”: dialogismo, sósias, contrafacções (João Botelho)
  • Fernando Guerreiro, O Cerro dos Enforcados (1954): o problema da forma no fantástico português (Brum do Canto, Leitão de Barros, Fernando Garcia)
Fonte: Cinema Português: Uma história de fantasmas
Feed: Calenda
Url: calenda.org

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